domingo, 15 de janeiro de 2017

Chacotas inconsequentes - Jorge Hessen


Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
Brasília.DF



Paulo escreveu aos Gálatas: “Não vos enganeis; Deus não se deixa zombar; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. [1] Alguns humoristas impiedosos, armados de repertórios controvertidos, costumam debochar das desgraças alheias (bêbados, homossexuais, analfabetos, jagunços, idosos, aleijados etc.), a fim de bancarem os seus estúpidos shows. 

Há dois mil anos Jesus foi ridicularizado. Notemos: Nisso os soldados do governador levaram Jesus ao pretório, e reuniram em torno dele toda a coorte. E, despindo-o, vestiram-lhe um manto escarlate; e tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e na mão direita uma cana, e ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e davam-lhe com ela na cabeça. Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto, puseram-lhe as suas vestes, e levaram-no para ser crucificado. [2]

Ridicularizar, segundo o dicionarista, é aquele que tira "onda" zomba; que vive caçoando, causando riso com a intenção de debochar de algo ou de alguém; fazendo chacota com palavras, expondo-a ao ridículo. Que trata alguém com escárnio. Que exprime, demonstra e utiliza sarcasmo. Procurar tornar ridículo por meio de gestos, atitudes ou palavras irônicas. 

Os motivos podem ser muitos, dentre eles: Por diferenças raciais, doenças deformantes, forma de ser (personalidade), características regionais. Na verdade muitas pessoas são ridicularizadas pelo fato de não estarem enquadradas no atual perfil psicossocial, que parece eleger as pessoas "normais" e as "estranhas" que são alvos de zombarias cruéis.

Cientistas da Universidade de Leiden (Holanda) concluíram que rir dos problemas dos outros – um hábito muito comum entre os seres humanos – é sinal de baixa autoestima. Isso significa que, cada vez que alguém faz chacota ao ver alguma pessoa em desventura está mostrando que tem sérios problemas de auto aceitação.

Os estudos foram liderados pelo professor Wilco W van Djik e analisaram 70 pessoas. A grande maioria delas confessou ficar ditosa quando sabe que outra pessoa cometeu alguns deslizes ou se machucou. Van Djik afirmou para a revista LiveScience que “pessoas com menor autoestima se sentem melhor quando observam a desgraça alheia”. E esse sentimento (de gostar de ver os outros sofrendo) tem um nome: Schadenfreude. [3]

Raciocinando, dialogando ou trabalhando, “a força de nossas ideias, palavras e atos alcança, de momento, um potencial tantas vezes maior quantas sejam as pessoas encarnadas ou não que concordem conosco, potencial esse que tende a aumentar indefinidamente, impondo-nos, de retorno, as consequências de nossas próprias iniciativas”. [4]

Nos anos 1940, Chico começava a ser conhecido nacionalmente, e também era processado pela família do jornalista Humberto de Campos , que exigia na justiça o pagamento dos direitos autorais pela venda dos livros psicografados. Nessa mesma época, desembarcou em Pedro Leopoldo, David Nasser[5] e Jean Manzon, respectivamente, repórter e fotógrafo da revista O Cruzeiro, a revista de maior circulação no Brasil nessa época. O objetivo era entrevistar e achincalhar Chico Xavier.

A dupla expôs ao extremo ridículo a vida de Chico, justamente no momento mais crítico de sua vida, faltavam apenas alguns dias para que o juiz proferisse a sentença no caso Humberto de Campos. Com o título de “Chico Xavier, detetive do além” e dez páginas, a reportagem foi publicada na revista no dia 12 de agosto de 1944. Em meio a elogios, David aproveitava também para colocar em contradição os dons mediúnicos de Chico, sua ingenuidade em alguns momentos e sua esperteza em outros. 

Chico ficou indignado ao ler a reportagem. Ao ver sua vida e sua imagem (dentro de uma banheira) sendo manipulada daquela maneira, teve a certeza de que seria condenado. Chico chorava desesperadamente, não acreditava que havia sido enganado, e se perguntava porque Emmanuel não o alertou, se assim tivesse feito toda aquela humilhação não estaria acontecendo. 

Em meio à crise de choro Emmanuel surgiu no quarto e perguntou:

- Por que você chora?

- Por quê? É muita humilhação, uma vergonha, um vexame.

E Emmanuel respondeu:

- Chico você tem que agradecer. Jesus foi para a cruz, você foi só para “O Cruzeiro”. [6]

Toda a brecha de sombra em nossa personalidade retrata a sombra maior. Qual o pequenino foco infeccioso que, abandonado a si mesmo, pode converter-se dentro de algumas horas no bolo pestífero de imensas proporções, o deboche, a zombaria, “a maledicência pode precipitar-nos no vício, tanto quanto a cólera sistemática nos arrasta, muita vez, aos labirintos da loucura ou às trevas do crime”. [7]



Em suma, se zombarem de nós, sigamos o sábio conselho de Emmanuel - façamos do limão uma limonada e prossigamos em paz.

Referências bibliográficas:

[1]Gálatas 6:7
[2] Mateus, 27: 27-31
[3] A palavra deriva do alemão Schaden “dano, prejuízo” e Freude “alegria, prazer”.é um empréstimo linguístico da língua alemã também usado em outras línguas do Ocidente para designar o sentimento de alegria ou satisfação perante o dano ou infortúnio de um terceiro.
[4] Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, cap. 8, ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed. FEB, 1977
[5] Na década de 1970, David Nasser, em uma reportagem publicada no jornal carioca O Dia, se mostrou arrependido ao definir Chico Xavier como “o maior remorso da minha vida”.
[6] http://www.acaminhodaluz.net.br/v2/momentos-com-chico-xavier/103-chico-na-revista-o-cruzeiro.html
[7] Idem

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Sentimento e moralidade precedem à intelectualidade (Jorge Hessen)


Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
Brasília.DF


Será que há uma tarefa especializada da inteligência no orbe terrestre? Emmanuel ilustra que “assim como numerosos Espíritos recebem a provação da fortuna, do poder transitório e da autoridade, há os que recebem a incumbência sagrada, em lutas expiatórias ou em missões santificantes, de desenvolverem a boa tarefa da inteligência em proveito real da coletividade. Todavia, assim como o dinheiro e a posição de realce são ambientes de luta, onde todo êxito espiritual se torna mais porfiado e difícil, o destaque intelectual, muitas vezes, obscurece no mundo a visão do Espírito encarnado, conduzindo-o à vaidade injustificável, onde as intenções mais puras ficam aniquiladas. [1]

Há aqueles que possuem o chamado QI elevado, que entretanto desconhecem os cruciais problemas sociais. James Flynn, professor da Universidade de Otago, Nova Zelândia, pesquisador no campo de investigações sobre a inteligência, afirma que os resultados médios em testes de inteligência vêm aumentando em todas as raças humanas. Todavia, em que pese o enorme potencial intelectual, muitos “inteligentes” não têm noção da história complexa do mundo que os cerca. Em seu mais novo livro, Does Your Family Make You Smart?, Flynn discute as maneiras como o pensamento humano mudou ao longo dos tempos, incluindo um aumento misterioso no quociente de inteligência (QI).

Alguns pesquisadores argumentam que “aumento misterioso no quociente de inteligência” reflete a completa educação atual sob a crescente dependência da linguagem e inteligência tecnológica. Tempos atrás, lembram, nossos bisavós padeceram com máquinas de escrever, e nossos pais com o primeiro videocassete, mas as crianças atuais aprendem a usar com extrema facilidade um tablet ou um smartphone ainda em tenra idade. Com isso, a atual geração talvez pense de forma rápida e abstrata, o que pode resultar em aumentos médios de percentuais no QI, mas esse aumento não significa perspectiva de melhora social.

Nesse debate, cientistas se apresentam convictos de que, independentemente dos antecedentes familiares, as pessoas têm o poder de cuidar do próprio desenvolvimento intelectual e moral, pois os estudos mostram que circunstâncias tecnológicas atuais influenciam o QI no presente mais do que a tradicional e histórica experiência educativa da família. Dizem! Porém, James Flynn não concorda com isso. Seguimos o pensamento de Flynn, pois cremos que a família é o fator principal para o desenvolvimento da moralidade e da inteligência.

“Temos no instituto familiar uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor”. [2] Destacando aqui que “de todos os institutos sociais e educacionais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida”. [3] Porquanto, no sagrado instituto da família há a base mais elevada para os métodos de educação, das noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida.

Considerando que o colégio familiar tem suas origens sagradas na esfera espiritual, preponderam nesse instituto divino os elos do amor, fundidos nas experiências de outras eras. Obviamente os valores intelectivos representam a soma de muitas experiências, em várias vidas do Espírito, no plano material. Uma pessoa de QI elevado significa um imenso acervo de lutas planetárias. Atingida essa posição, se o homem guarda consigo uma expressão idêntica de progresso espiritual, pelo sentimento, então estará apto a elevar-se a novas esferas do Infinito, para a conquista de sua perfeição. [4]

Lamentavelmente, a inteligência humana sem desenvolvimento moral e sentimental tem sido arma letal, porque nesse desequilíbrio do sentimento e da razão é que repousa atualmente a dolorosa realidade do mundo de guerras. O grande erro das criaturas humanas foi valorizar historicamente apenas o intelecto, olvidando os valores legítimos da moralidade e do coração nos caminhos da vida.

Referências bibliográficas: 

[1] Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, pergunta 208, RJ: Ed FEB, 2000

[2] Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, cap. 2, RJ: Ed FEB, 2006

[3] Idem cap. 17

[4] Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, pergunta 42, RJ: Ed FEB, 2000

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Extinção, prejuízo, abandono e “luto” (Jorge Hessen)

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
Brasília.DF


Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descobriu que aqueles que viveram recentemente um quadro de luto [1], especialmente idosos, podem passar por um processo de redução das funções dos neutrófilos.[2] Mas apesar do peso do conhecimento científico sobre o relacionamento entre luto e a doença física, os sintomas costumam ser completamente inesperados.

Para Jessica Mitchell, gerente do serviço de apoio telefônico da ONG Cruse Bereavement Care, as pessoas ficam bastante assombradas com a notícia da morte de um parente e se sentem atormentadas achando que há algo errado com elas. As pessoas realmente não entendem, porque não se discute mais sobre a morte, explica Susan Hughes, da ONG Compassionate Friends, que presta suporte aos familiares após a morte de crianças. [3]

A falta de compreensão do tema “morte e o luto” reflete a dificuldade da sociedade em falar francamente sobre a deserncarnação de alguém da família. Para alguns trata-se de um grande tabu. As pessoas não querem nem ouvir ninguém falar sobre esse assunto.

Ora, em verdade o luto não é essencialmente tão insuportável quanto se imagina. Sabe-se que grande parte dos enlutados consegue suplantar bem a “perda” de um parente; entretanto por que razão algumas pessoas não conseguem superar o trauma? Muitas pessoas atravessam anos sobrevivendo como nos primeiros e mais complicados períodos do luto. Elas não conseguem retomar a vida. Cultuam a dor, em uma espécie de luto crônico, chamado pelos psiquiatras de “luto patológico” ou “luto complicado”. Nas mortes traumáticas, como acidente, suicídio ou assassinato, pode haver uma fase de negação mais prolongada; a culpa e a revolta podem aparecer com mais intensidade.

Para alguns o luto pode provocar uma grave crise doméstica, pois exige a tarefa de renúncia, de excluir e incluir alguns papéis da cena familiar. Percebe-se então que existe aí uma confusão, pois essa crise pode estancar o desenvolvimento dos parentes, fator que pode definir o processo de um luto crônico coletivo.

É importante destacar aqui que o luto não advém apenas pela morte de um ente querido. Há diferentes tipos de lutos, às vezes mais intensos, que acontecem depois da perda de um objeto ou abandono afetivo de alguém a que se tinha apego. É verdade! Muitos adoecem fisicamente, totalmente apegados a algo, circunstância ou alguém. Eis aí a razão de suas desditas e o entrave para a ascensão espiritual.

Talvez o grande preceito da vida, que experimentamos severamente, é desapegarmos de coisas, situações e pessoas. Obviamente desapegar não é desamar ou abater a valor do objeto, da coisa, mas compreender e acolher o fato da transitoriedade das circunstâncias, dos objetos e pessoas. É importantíssimo irmos desapegando do passado remoto ou recente e sintonizarmos as emoções no presente, sobretudo naquilo que é essencial dentre as coisas e pessoas.

O Espiritismo nos esclarece bem sobre a imortalidade. Jesus, há dois mil anos, reafirmou a realidade da sobrevivência do espírito após a morte e a continuidade da vida em outras dimensões. Por isso, alivia-nos os corações sofridos no luto pelas grandes “perdas”, seja pela visita da desencarnação, seja pelo abandono de alguém querido, seja pela perda de ilusórios haveres ou de posição social. Tudo passa! Até mesmo o luto.

Referências:
[1]                   Luto [do latim luctu] – 1. Sentimento de pesar ou de dor pela morte de alguém. 2. A exteriorização do referido sentimento ou o tempo de sua duração. 3. Consternação, tristeza.
[2]                 A parte mais abundante dos glóbulos brancos do sangue, responsáveis por combater bactérias como a da pneumonia

[3]                 Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/geral-37030767. Acessão 08/12/2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Na ética cristã ou no “jeitinho brasileiro" - onde nos identificamos? ( Jorge Hessen )


Jorge Hessen
Brasília – DF

Um estudo inédito realizado pela consultoria BrandAnalytics, empresa ligada à Millward Brown Optimor, um dos maiores grupos de pesquisa do mundo, revela o que os brasileiros pensam do País. Se o Brasil fosse “uma pessoa”, a principal característica, aquela que se vê logo de cara, seria a desonestidade. 

Segundo Dulce Critelli, professora de filosofia da PUC de São Paulo, os resultados da pesquisa demonstram que grande parte da população não confia nem no País nem no compatriota. No clássico “Raízes do Brasil”, o historiador Sérgio Buarque de Holanda, ao falar do “homem cordial” destaca igualmente o que chama de “personalismo” do cidadão brasileiro. No Brasil, diz Holanda, as pessoas cultuam o mérito pessoal (o “cada um por si”), em vez do trabalho coletivo. [1]

Isso realmente corresponde à realidade? Olhemos para o lado e pensemos bem: a maioria das pessoas de nosso convívio é desonesta? Elas querem levar vantagem sobre nós? Ou como se diz: querem nos “passar a perna”, nos enganar, ludibriar, “dar o cano” ? 

Desde a Proclamação da República, construida sob os anseios dos valores da ordem e do progresso, até os nossos dias, ainda não nos ajustamos rigorosamente à honradez e à honestidade. 

Os brasileiros (ressalvadas as honradas exceções) necessitamos modificar a cultura da desonestidade, a fim de que nossa pátria progrida em ordem. Até porque, enquanto prosseguirmos conectados à tradição do “corrompido jeitinho”, o futuro desta pátria estará comprometida pela desordem e decadência geral. 

No cinismo das vis tendências desonestas trouxemos abaixo alguns cenários e práticas dos trágicos “jeitinhos” , a fim de que avaliemos se nos identificamos ou não como protagonistas. 

Vejamos, são os conterrâneos que furam a fila de carros em frente do colégio para pegar os filhos ou que colocam a viatura na vaga reservada para deficientes e idosos nos estacionamentos dos hospitais, supermercados, shopping. 

Compatrícios que furtam toalhas, roupões, talheres e outros utensilhos de hotéis, clubes, repartições públicas etc.; há os que surrupiam sinais de Internet e tv a cabo do vizinho; que oferecem dinheiro (propina) para subornar o policial, a fim de fugir da multa; que não emitem nota fiscal ao cliente; que não declaram Imposto de Renda; que bolam doenças para fraudar o INSS.

Há os conterrâneos que falsificam carteirinha de estudante (para meia entrada); que assinam a “folha de pontos” do colega; que compram produtos “pirateados”; que não restituem troco recebidos a maior; que batem o ponto pelo colega; que compram diplomas falsos para participação em concursos públicos e, mais comum ainda, há os que recorrem a falsos atestados médicos, para justificar ausências mais prolongadas no trabalho. 

Não haverá futuro promissor para um país com uma sociedade assim estruturada. É urgente uma higienização moral, aproveitando o momento histórico que estamos atravessando no Brasil, para que sejam exaltados os valores da Ética Cristã e consagrada a honestidade. 

É inconcebível um espírita desonesto. Um seguidor fidedigno do Cristo e de Kardec tem que ser fiel ao Evangelho e aos princípios que a Doutrina dos Espíritos impõem e ter noção de que honestidade é prática obrigatória para todo ser humano, principalmente para um “espírita cristão”(*). 

Cabe-nos viver e exemplificar a honestidade no lar, na vida profissional, nos negócios, na política, na administração pública, bem como nas outras situações, consultando sempre a consciência, onde estão inscritos os códigos da lei de Deus. 

O Brasil será um país bem-sucedido se cada compatriota banir da própria cultura o conspurcável “jeitinho brasileiro”.

(*). Hão “espíritas” que não se consideram cristãos

Referência:

[1] Disponível em http://istoe.com.br/360834_O+DESENCANTO+COM+O+BRASIL/ Acesso 23/11/2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Os Acontecimentos da Vida Imantados na Consciência Cósmica para Eternidade

José Sola

O universo é eterno é infinito, Deus é a vida do mesmo, e sabemos que Deus é absoluto, isto é, completo, pleno, e conforme a analogia apresentada por Allan Kardec em o livro “A Gênese” o universo está para Deus, tanto quanto, nosso corpo está para o nosso espirito, nosso espirito está no todo de nosso corpo, Deus está no todo do universo infinito. 

Sendo Eterno e absoluto, embora em seu eterno vir a ser sem expanda, esse expandir não significa acrescentar, mas uma mutação dos elementos constituintes do universo, através de uma eterna maturação, pois a possibilidade de acrescentar, ou subtrair, um elemento qualquer ao mesmo, o destituiria de seu atributo de absoluto. 

E este raciocínio nos leva a deduzir de que mesmo a configuração vivida pelos elementos centelha divina (espírito), ou pelo psiquismo nas infinitas formas em que se apresentam revestidos da matéria, na mutação eterna de seu evoluir, não se extinguem, pois estás estão contidas em um todo que é absoluto, e se esta possibilidade existisse, essas formas estariam se diluindo, e deixando de subsistir no absoluto, e que por consequência destituiria o universo deste atributo. 

Então podemos deduzir, de que todos os fenômenos que nos antecedem ao momento racional em que nos demoramos preexistem na eternidade imantados ao espaço tempo, ou infinito, pois assim como o corpo energético ou períspirito estão para nosso espirito, o espaço tempo ou infinito está para Deus. 

Disse-nos Jesus, vós sois deuses, podereis fazer tudo o que eu faço e ainda mais, quando o Mestre pronunciou estás palavras, não se demorou falando aos homens na configuração física em que se demoravam revestidos, falava-nos ao espirito eterno, apresentando-nos uma revelação divina que só agora estamos começando a entender. 

Herdamos de Deus em absoluto, as potenciações infinitas que estaremos a manifestar na eternidade, através da maturação das mesmas, o quer dizer de que por princípio somos perfeitos quanto Deus, e não poderia ser diferente, pois somos vidas de sua vida, entretanto não poderemos nos considerar perfeitos, pois vamos maturar essas potenciações na eternidade, e existem para nós ignotos, que nos aguardam, e para a eternidade, então somos e seremos eternamente perfectíveis.

E essas potenciações infinitas que trazemos em nosso inconsciente puro como um eterno vir a ser, é a herança divina da Vida, conforme retro informado no absoluto, que vão se manifestando através do processo da maturação, propiciando-nos a evolução na eternidade.

Essa energética da mente se manifesta no campo da consciência, abrindo-nos novos horizontes, para que possamos através de afinidades vibracionais, assimilar informações de outras mentes, muitas delas mais desenvolvidas que a nossa, trabalhando essas energéticas no campo do consciente, arquivando-as depois de as havermos automatizado, em nosso inconsciente atual.

E ainda temos a energética do inconsciente passado, energética está que encerra informações mais remotas, e hoje através da genética, podemos apreciar a auto regressão que vive o espirito no momento de sua reencarnação, pois acompanhando o desenvolvimento do embrião no útero materno, o apreciamos na condição de um girino, a seguir de um batráquio, assimilando-se a um cachorrinho, um macaco, para atingir a condição de humanoide. “Aqui apenas sintetizo, pois, esta matéria eu já a apresentei completa, ver Consciência Pensamento e Criatividade” 

Mas não devemos nos esquecer de que ao mesmo tempo em que se manifestam no campo do consciente, as energéticas do inconsciente puro, promovendo-nos a evolução, manifesta-se ainda o inconsciente atual, apresentando-nos as desarmonias que carregamos em nosso espirito eterno, como tendências do passado, para que estejamos a modificar as vibrações negativas que envolvem essa energética, devolvendo-lhes a condição de naturalidade, do contrário, não existiria a evolução, guardaríamos para sempre as vibrações negativas em nosso espirito, pois pensamento é espirito.

E não podemos nos esquecer de que ao devolvermos a energética da alma, a condição de naturalidade, isto é, após havermos modificado as vibrações de negativas para positivas, não haveremos extinguido a configuração, a forma, pois está permanecerá indelevelmente arquivada em nosso inconsciente, e nos é possível revê-la através da regressão de memória. 

Se nos demorarmos envoltos em vibrações negativas, não havendo ainda modificado as nossas condições vibracionais, ao vivermos uma regressão ao passado, sentiremos através desta regressão, as angustias e dores, até mesmo as asfixias de um afogamento, em que nos demorávamos neste momento evolutivo, entretanto isto não acontece quando já houvermos nos modificado, houvermos evoluído, pois isto seria regredir, e conforme nos informa Kardec, o espirito não regride.

Em outras palavras, todas as nossas experiênciações e vivenciações permanecem arquivadas em nosso inconsciente para a eternidade, nem mesmo as formas se desvanecem, o que nos leva a deduzir de que deuses como somos, trazemos em nosso microuniverso, conforme retro informado, em nossa mente (consciência) em absoluto, um eterno vir a ser, e nada se subtrai, e tampouco nada se adiciona, os potenciais infinitos que trazemos no núcleo da alma, se expandem ao infinito e para a eternidade. 

Pode parecer sem sentido, pois me direis, mas e o aprendizado que buscamos em outras mentes, e eu respondo estes desempenham a função de estarem despertando as potenciações que trazemos em latência, possibilitando-lhes assimilar esses conhecimentos, mas não permanecem arquivados em nossa energética mental, pois isto seria acrescentar psiquismo ao nosso eu eterno, e isto não acontece, e tampouco podemos dar amor e luz, podemos envolver a quem amamos com o nosso amor, ativando o potencial que trazemos em latência estimulando-lhes essa essência, e tanto isto é verdade, que as vezes irradiamos amor intenso a alguém, sendo que este alguém não nos ama, e nossa vibração de amor, não encontra sequer sintonia para manifestar-se. 

E já sabemos através de estudos outros diversos, apresentados por outros confrades, tanto quanto nosso, de que não podemos dar nossa luz a quem quer que seja, se isto fosse possível, não tenhamos duvidas, uma mãe que tem um filho em trevas, estaria dividindo sua luz com este, entretanto ela pode estimula-lo no sentido de que o mesmo se trabalhe e desenvolva a luz que traz interiorizada em potenciação como herança divina de Deus. Então quando afirmamos que somos individualidades, afirmamos uma verdade bem maior do que o supomos muitos de nós, pois tudo o de que necessitamos para a nossa evolução na eternidade, já o herdamos da Fonte Originaria da Vida no universo.

E no intento de corroborar de que nada do que vivemos se extingue, nem mesmo as configurações (formas) físicas que adotemos no momento evolutivo em que nos demoramos, e a este respeito alguns confrades vivem ainda duvidas cruciantes, pois ainda não compreenderam a questão 88 de o “Livro dos Espíritos”, vejamos:

88 - Os espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante?

- Aos vossos olhos, não aos nossos; sim. Eles são, se o quiserdes, uma flama, um clarão ou uma centelha etérea.

Com esta resposta, nosso mestre Lionês nos quis dizer de que o espirito não tem forma, pois se a tivesse, apresentaria sempre a mesma, e através da evolução anímica o mesmo se reveste de várias formas, então fica evidente de que ele não possui uma forma, ele desenvolve a forma, modificando-a constantemente em sua caminhada evolutiva, mas está forma não se extinguirá jamais, permanecerá para a eternidade, em nosso inconsciente passado. 

E outra faculdade que nos possibilita confirmar essa veracidade é a psicometria, um médium psicometria pode estar afirmando a quem pertenceu um objeto qualquer, embora não saiba a quem haja pertencido, sendo-lhe possível mesmo descrever, com detalhes vários momentos que marcaram a vida desta pessoa.

Mas através da psicometria é possível também a um sensitivo, estar descrevendo através em um pedaço de pedra o histórico da mesma, desde épocas remotas, por exemplo, se está pertenceu a um vulcão que vomitou larvas e rochas, especificando mesmo detalhes desse acontecimento, o que deixa entrever de que este pedaço de pedra traz gravado o enredo de sua existência, permitindo ao psicometria, esteja lendo nesta como lemos com naturalidade o que está escrito em um livro qualquer. Vou declinar de transcrever os relatos, e mesmo as páginas em que Ernesto Bozzano, nos apresenta algumas narrativas que corroboram o que estou informando, pois estas são longas, então encaminho os leitores para o livro extraordinário, escrito por este eminente sábio, “Enigmas da Psicometria” e ainda e também em o livro “Tragédia de Santa Maria” Escrito pelo espirito de Dr. Bezerra de Menezes, através da médium Yvonne Pereira, página 37.

E outra faculdade que possibilita estejamos a apreciar nos arquivos do passado é a regressão da memória, não me demorarei aqui a descrever relatos de acontecimentos provocados através da regressão induzida, quando da aplicação do magnetismo através da hipnose, deter-me-ei, relatando as regressões que se sucedem com naturalidade, e para isto utilizar-me-ei das experiências vivenciadas pela médium Yvonne Pereira. 

Nestas regressões o indivíduo pode apreciar o seu passado, verificando mesmo estar vivendo outra configuração física - outro corpo físico - tanto quanto verificar de que o cenário em que se demora também está modificado, ou seja, se apresenta como configurações de momentos outros passados da história de uma sociedade.

E para ilustrarmos melhor nossa ideologia, iremos transcrever um trechinho de o livro “Devassando o Invisível” de Yvonne Pereira, pagina 191, vejamos: “Cuidaremos, a seguir, da “Psicometria Ambiente”, a qual, à revelia do sensitivo, lhe permite rever, em um ambiente qualquer, as ocorrências ali verificadas muito antes, as vezes mesmo há séculos.

“Visitámos, certa vez, uma amiga de nossa família, cuja residência, muito antiga, de aparência senhorial, datava do Segundo Império. Tratava-se de uma chácara, já arruinada, localizada em adiantado subúrbio do Rio de Janeiro. Nossa visita, se estendeu por seis dias consecutivos, necessariamente nos obrigou a pernoitar na dita residência outras tantas noites. Não nos foi possível, porém conciliar o sono na ... E o que ali acontecera durante a escravatura, pelos meados do Segundo Império, nos foi revelado pela própria ambiência onde os fatos ocorreram, fotografando-se as imagens, provavelmente, nas ondas etéricas de que trata o Sr. Myers. 

A chácara fora uma fazenda dos escravos. Assistimos ali, então, a cenas típicas da escravatura: desapareceram as ruas atuais que estruturam o bairro, a paisagem que compõe o panorama do momento. ”

O que podemos notar neste relato, tanto quanto na maioria de suas obras, é que Yvonne Pereira, tinha a faculdade de psicometria, tanto quanto a de desdobramento, e ainda a de regressão de memória, e utilizando-se dessas faculdades, ela podia presenciar as cenas, mais do que isto, quando ela não fizesse parte integrante do cenário, “ler” na ambiência, ou provavelmente “ouvir” o histórico dos acontecimentos ali vividos, em outras palavras as imagens tinham vida.

“Mais real do que o atual cinematógrafo, e superior ao engenho da televisão de momento, esse magnifico receptor de cenas e fatos, tão usado em nossa colônia, e que tanta admiração nos causava, em esferas mais elevadas desdobrava-se, evoluía até atingir o sublime no auxílio a instrução de espíritos em marcha para a aquisição de valores teóricos que lhes permitissem, futuramente, testemunhos decisivos nos prélios terrenos, indo rebuscar, e selecionar, nas longínquas planícies do espaço celeste, o próprio passado do Globo Terráqueo e de suas humanidades, sua História e suas civilizações, assim como o pretérito dos indivíduos, se necessário, os quais jazem esparsos e confundidos nas ondas etéreas que se agitam, se eternizam pelo invisível a dentro, nelas permanecendo fotografados, impressos como num espelho, conquanto se conservem confusamente, de roldão com outras imagens, tal como na consciência das criaturas se imprimiram também seus próprios feitos suas ações diárias! “

Neste tópico que apresentei de o livro “Memorias de um Suicida”, pagina 89, eu procuro destacar algumas revelações maravilhosas, revelações estás que corroboram o que retro informamos que todos os acontecimentos que se manifestam na vida, permanecem gravados no psiquismo do universo, e que com toda a certeza tem passado para muitos espíritas como uma ficção, ou como um acontecimento sobrenatural, isto é, não tenha como ser esclarecido pela ciência, e para os adeptos de outras religiões, informações absurdas mesmo.

Até então, temos apreciado os efeitos desse fenômeno extraordinário da vida, então vamos agora atentar para a causa do mesmo, o mecanismo que propicia a imantação dos acontecimentos infinitos que na vida se manifestam, pois, como retro informado, nada se extingue no universo, embora aconteçam as mutações infinitas no mesmo, o que está acontecendo no universo não passa de expansão dos elementos, através da maturação, mas nada se soma, e nada se subtrai a vida, no infinito e na eternidade.

Assim como o princípio psíquico, é a energia básica de que derivam o fluido magnético, o pensamento, os genes, sendo este ainda, o elemento que permite ao espirito alimente com sua inteligência e seu amor, o micro universo que é, pois como sabemos, não nos é preciso pensar nas funções que os diversos órgãos realizam para manter a vida do homem, e estás funções são inteligentes, algumas delas especificas mesmo, como por exemplo o sistema endócrino, isto nos leva a deduzir de que o princípio psíquico é o fluido que possibilita a mente do espirito, através do períspirito (corpo energético), manifeste está inteligência aos órgãos, não nos esquecendo é lógico de que os próprios órgãos, vem através dos bilênios desenvolvendo a sensibilidade que lhes permita assimilar essa inteligência.

E como nos informa Jesus, o homem é a imagem e semelhança de Deus, nós concordamos plenamente, e como não concordar, são palavras do Mestre, entretanto compreendemos de que somos semelhantes a Deus, não na configuração física, mas virtual, pois não temos como atribuir uma forma física a Deus, afirmamos de que o universo é infinito, como de fato o é, entretanto se estivéssemos atribuindo a Deus a nossa forma humanoide O estaríamos limitando, toda forma é delimitada, pois nossos corpos físicos existem limitados, não existissem os delimites, e não teríamos uma configuração definida, entretanto nós já sabemos de que o universo é infinito; então como é que vamos definir a forma do infinito? O que haveria além? E se houvesse algo mais que o infinito, o universo deixaria de ser infinito.

A nossa semelhança em Deus acontece na herança de seus atributos divinos, atributos esses que herdamos como potenciações infinitas na eternidade, e que vão se maturando a partir do momento em que iniciam sua caminhada rumo a individualidade no reino do minério, e é desta forma que se corroboram as palavras de Jesus, vós sois deuses, ou ainda as de Kardec, quando nos apresenta a analogia de que o universo está para Deus, assim como nosso corpo está para nosso espirito.

Apreciando a analogia apresentada por Kardec, somos levados a crer de que assim como o princípio psíquico se manifesta como o fluido do espirito, - conforme retro informado - e este princípio psíquico, já o temos dito em outros temas, é um dos elementos que formam o “Ser”, pois em nossa míope visão, conseguimos apreciar na constituição do homem, apenas, a centelha divina (espirito), o corpo energético (períspirito), o princípio psíquico, e o elemento matéria-energia, embora compreendamos existam infinitos outros que nos escapam a concepção, é que deduzimos por analogia, de que o Fluido Universal de que nos informa Kardec, ou Fluido Cósmico conforme André Luiz, é o princípio psíquico que insufla o universo da Inteligência e do Amor de Deus. 

Assim como não necessitamos enviar uma ordem inteligente, no sentido de que nossos órgãos, exerçam as suas funções, pois na simbiose em que se demora nosso espirito, com o principio psíquico, o espirito irradia através da mente, - conforme retro informado, o pensamento é uma das modalidades de manifestação do princípio psíquico - a inteligência, o amor, e infinitos outros potenciais herdados de Deus, que nos escapa à percepção, pois isto o espirito o realiza através de um automatismo desenvolvido através dos bilênios sem conta; tampouco Deus precisa demorar-se a pensar ordenando aos infinitos fenômenos para que estes aconteçam, com a diferença de que nós nos demoramos no relativo, e embora hajamos herdado do Eterno os seus atributos como um potencial absoluto, estes atributos vão se maturar na eternidade, enquanto que Deus manifesta os mesmos como um todo.

Parece-me de que Einstein havia compreendido a manifestação de Deus na vida, por este prisma, pois o mesmo afirmou, não posso crer em um Deus, mesquinho, tacanho, apaixonado e inferior, tanto quanto o próprio homem, e as religiões o tacharam de materialista. No entanto Einstein acreditava em um Deus, que não castiga, não perdoa, não interfere na vida, alterando os acontecimentos do universo, em um Deus que é a vida do mesmo, e que nos dotando de seus infinitos atributos no absoluto, nos facultou ainda com o livre-arbítrio, e a partir de então, nos transformou em construtores de nosso próprio destino, fatalizando-nos à evolução. E ciente de que fazemos parte do mecanismo da evolução, apenas espera, que na maturação que na vida se desenvolve, estejamos maturando nossos potencias, e sequenciemos nossa caminhada eterna. 

Pelo raciocínio que vimos desenvolvendo, pudemos verificar de que o princípio psíquico, é o fluido que o espirito irradia, como fluido magnético, como pensamento, como o psiquismo que atua no DNA, conservando e sequenciando a hereditariedade através dos genes, irradiando inteligência aos nossos órgãos, e com certeza desenvolverá infinitas outras funções, de que minha pobre mente longe está de imaginar, isto no microuniverso que somos. E no macro universo, o princípio psíquico é o Fluido Universal com que Deus imanta a vida do universo com sua inteligência e seu amor, e infinitos outros atributos divinos, que por hora não imaginamos existam.

E é este princípio psíquico, ou psiquismo, que possibilita a imantação dos acontecimentos todos que se sucedem na vida do universo, permitindo-nos que os apreciemos, seja no campo do micro, tanto quanto, e também, no campo do macro, conforme o estamos apreciando neste tema, pois a matéria não possui está propriedade, com a desintegração de um corpo de matéria, está se dissolve em partículas atômicas, sua função se demorava apenas em revestir o espirito, ou o psiquismo, propiciando-lhe a forma, entretanto o espirito e o psiquismo, se individualizam, e é neles que se imantam todas as experiênciações e vivenciações que se manifestam na vida do universo.

E é a ciência, que embora inconsciente ainda, começa a nos comprovar está realidade, pois nos apresenta o paraíso do silício em que a tecnologia da eletrônica, nos permite gravar na integra, a imagem, tanto quanto a expressão, de uma experiência vivida por nós, tanto quanto e também, de um acontecimento qualquer no cenário da vida, e esta maravilha começou, a partir do momento em que a eletrônica descobriu nos átomos de gálio, e silício, a possibilidade de elaborar o processador, que a partir de então transformou-se em cérebro da eletrônica. E hoje a eletrônica já descobriu o galeno, que é um minério derivado do átomo de carbono, e que apresenta condições favoráveis para que estejamos ampliando, e sequenciando o desenvolvimento da tecnologia na área da eletrônica, e isto é, maravilhoso! 

Tenho me demorado apresentando as infinitas propriedades do átomo, detendo-me mais a explicitar, uma mesma propriedade expandindo se ao infinito na eternidade, por exemplo a agua, que existe em Nosso Lar, em Alvorada Nova, e infinitos outros mundos dotados de uma evolução de que sequer podemos imaginar, mas desejo aqui lembrar de que os átomos que possuem a propriedade de formar a molécula de agua, não se restringem a essa propriedade. Verifiquemos algumas outras propriedades do hidrogênio, tanto quanto e também do oxigênio.

Sendo o átomo, a partícula elementar da substância, em sua modalidade matéria, tanto quanto, energia; o vamos encontrar na condensação da nebulosa, quando esta se solidifica, a partir do hidrogênio, primeiro elemento na escala de peso atômico, denominado pai da matéria. É o hidrogênio que determina o período de vida de um sol, pois a explosão nuclear que acontece no centro do mesmo é provocada pela queima de hidrogênio, e quanto maior for a quantidade de hidrogênio existente na nebulosa que se condensa, maior será o tempo de vida desse astro.




O oxigênio é fundamental para a vida biológica na Terra, e lembramos aqui de que respiramos o gás de oxigênio, e não o oxigênio liquido. Este elemento que está presente na molécula da agua é liberado também através das plantas pelo processo da fotossíntese, mas se nos demorássemos a apresentar a manifestação do hidrogênio e do oxigênio na vida na Terra, tornaríamos cansativa está matéria, e com certeza estes elementos atômicos atuam em outros fenômenos que nos escapa à percepção, pode parecer ficção; entretanto, quem iria afirmar a cinquenta anos passados que em um punhado de areia, existia um minério (silício) que possibilitaria elaborar o cérebro da eletrônica?

A ciência vem nos confirmar através do processo analítico, aquilo que temos apreciado através da intuição, ou das revelações apresentadas pelos espíritos, e no intento de corroborar o que informo, estarei transcrevendo mais um tópico de o livro “Memórias de um Suicida” pagina 57, escrito pelo espirito Camilo, através da médium Yvonne Pereira:

“ Tais álbuns reproduziriam até mesmo o som de nossa voz, como nossa imagem e o prolongamento do noticiário sobre nós mesmos, desde que postos em contato com admirável maquinismo apropriado ao feito, exatamente como filmes e discos na Terra reproduzem a voz humana e todas as demais variedades de sons e imagens neles existentes e que devam ser retidos e conservados. Nossa identidade, portanto, era antes fotografada: as imagens emitidas por nossos pensamentos, no ato das respostas as perguntas formuladas, seriam captadas por processos que na ocasião escapavam nossa compressão”.

E devo lembrar que o livro Memórias de um Suicida, foi escrito em 1926, e nesta época a tecnologia da eletrônica, estava longe de imaginar sequer, essas possibilidades, hoje apresentadas pela própria ciência, e assim sendo este relato não deixa de ser uma revelação apresentada pelos espíritos, revelação esta que a ciência corrobora, demonstrando mesmo a causa de manifestação deste fenômeno, e temos ainda aqueles religiosos que afirmam “Ciência ora Ciência” , entretanto nós os espiritas, temos com Kardec que aceitar a ciência, pois ela é um instrumento precioso no mecanismo da evolução. 

E a causa das imantações, seja em nosso micro universo, tanto quanto e também no macro universo, é a mesma que é apresentada pela ciência, são os átomos do gálio, do silício, e grafeno, este último não foi ainda aplicado pelos tecnólogos da eletrônica, devido algumas dificuldades que apresenta, entre outras a miniaturização desse elemento, mas podemos ter a certeza de que esses problemas serão sanados, e estes são os átomos que a ciência descobriu por hora, que apresentam esta possibilidade, mas com certeza, existirão outros.

E lembramos ainda de que o grafeno é elaborado por átomos de carbono que se organizam em uma estrutura hexagonal entrelaçada, como se fosse uma treliça. A força de tensão do grafeno é muito maior que a do aço, um risco de lápis pode ter pequenas quantidades de grafeno em uma ou mais camadas. Mas temos ainda o diamante formado por átomos de carbono que se estruturam em pirâmides chamadas de tetraedros. E um diamante é formado basicamente por uma única molécula de átomos de carbono, sendo o mesmo a substância mais dura que se conhece.

Sintetizando apresentei algumas outras propriedades dos átomos apreciados em nosso estudo, mas com certeza existem outras propriedades desses mesmos átomos, que de momento ainda não podemos apreciar, mas não nos precipitemos, pois infinitos outros fenômenos se demoram ocultos a nosso redor, e impulsionados pelo mecanismo da evolução vamos nos defrontar com os mesmos. 

E como já sabemos, o mecanismo da evolução não lega lacunas vazias, o mesmo se manifesta em uma continuidade ininterrupta, e por outro lado já apreendemos de que todos os elementos constitutivos do universo evoluem, evolui o espirito, a matéria, a energia, o psiquismo, e conforme retro informado esses elementos que se manifestam de Deus na vida, coexistem em simbiose plena, o que nos leva a concluir de que o que é apresentado pela espiritualidade, não é outra coisa que não, o que nos apresenta a ciência, embora como alentado neste texto, a espiritualidade se antecipa nessas descobertas.

E assim como existe a agua em Nosso Lar, Alvorada Nova, e em infinitos outros mundos mais evoluídos, e está agua tenha sempre como causa a molécula de H2O, ou seja, dois átomos de hidrogênio, e um de oxigênio, pois entendemos de que os átomos poderão diversificar a partícula de matéria que o reveste, entretanto é o princípio psíquico que conserva as infinitas propriedades que este manifestará nas atividades que lhe estão determinadas na eternidade da vida. Nos temas “A Maturação do Átomo”, e “As infinitas propriedades do Átomo” explicitamos detalhadamente essa questão.

Da mesma forma entendemos que os átomos de gálio, silício, e carbono, embora vivam modificações em sua configuração matéria, entretanto, em sua estrutura psíquica, conservam as propriedades que permitem a imantação da forma, tanto quanto, a expressão da voz, e como pudemos ver nas obras de Yvonne Pereira, essa imantação manifesta uma vida independente do espirito, pois as mesmas expressam todas as manifestações vividas, nos seus mínimos detalhes, assim não fosse, e Yvonne não poderia rever as histórias que presenciava antes de escrevê-la. E não podemos nos esquecer de que Chico Xavier, quando pretendia escrever um romance sobre a vida de Inácio de Antioquia, questionado por Raniere do porquê necessitava de um tempo especial, este lhe respondeu, é que para escrever esse romance, eu necessito rever os acontecimentos do passado. (Ver o livro “Conscientização Espirita” pagina 83).

E esta extrapolação nos leva a deduzir, de que a Vida, se manifesta de Deus completa, definida em Seu pensamento em forma de Lei, e que embora está Lei nos faculte com o livre arbítrio, nos seja permitido escolher caminhos variados, a Mesma encerra uma fatalidade absoluta, a evolução. E este pensamento corrobora a ideologia que estou apresentando, pois, a maturação dos infinitos elementos que compõe a vida do universo, são regidos por uma das infinitas variantes da Lei Divina, e este princípio de Lei, não vive alternâncias em sua manifestação, e tampouco se extinguem, pois conforme nossa concepção todos os elementos do universo evoluem na eternidade, e se esses derivados da Lei Divina se alternassem, a evolução na eternidade seria impossível.

Apreciando a Terra no seu contesto psíquico, energético, e material, como livres pensadores, desprovidos de misticismos e dogmatismos, sejam estes religiosos ou científicos, somos levados a concluir de que este corpo ciclópico de matéria nos reserva infinitos fenômenos a espera de serem descobertos. E embora o espiritismo em algumas oportunidades haja se antecipado a ciência, como retro informado, entretanto, essas revelações têm sido apresentadas através da intuição, ou como revelações apresentadas pelos espíritos, cabendo, entretanto, a ciência definir a causa, pois os espíritos desencarnados não fazem a nossa lição de casa.

Espiritas, demoremo-nos atentos a evolução, não vejamos no avanço da ciência e da tecnologia, um atentado a religião, pois a ciência com seus métodos analíticos, nos apresenta em muitos momentos de nossa vida revelações preciosas, e quando uma dessas revelações já haja sido apresentada pelo espiritismo, a mesma o corrobora.

Quando em nossa infância poderíamos imaginar, ou que o pudessem nossos pais, que ao brincarmos na praia, estávamos brincando em um elemento que tem uma participação infinita na manifestação da vida na eternidade, permitindo a imantação de todos os acontecimentos que se manifestam na eternidade da vida.

E como já entendemos de que a evolução vai ao infinito na eternidade, podemos concluir de que independente do momento evolutivo em que nos demoremos, e se demorem os elementos infinitos que compõe a vida do universo, essas manifestações, e vivenciações estarão sendo imantadas na eternidade, e na eternidade permanecerão no absoluto que se manifesta de Deus na vida.

José Sola – nov/2016

Referências bibliográficas:

KARDEC, Allan. A Gênese. RJ: FEB, 19965.
KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos. RJ: FEB, 1995.
BOZZANO, Ernesto. Enigmas da Psicometria. RJ: FEB, 1991.
PEREIRA, Yvone A. Espírito Bezerra de Menezes. Tragédia de Santa Maria. RJ: FEB, 1958.
CHAVIER, F.C. Espírito André Luiz. Nosso Lar. RJ: FEB, 1996.
PEREIRA, Yvone A. Espírito Charles. Devassando o Invisível. RJ: FEB, 1978.
PEREIRA, Yvone A. Espírito Camilo C. Botelho Memórias de um Suicida. RJ: FEB, 1989.
DA SILVA, Gélio Lacerda. Conscientização Espírita. Capivari, SP: EME, 1995.

sábado, 19 de novembro de 2016

Eras esperançosas! Brasil -corrupções ancestrais e as novas gerações (Jorge Hessen)


Jorge Hessen
Brasília.DF

Nestes inquietantes tempos de desonra moral desabando sobre o povo brasileiro, em que políticos geram supostas manobras sorrateiras, dispondo rebaixar as atuais estruturas investigativas no âmbito policial e judicial, é urgente permanecermos em estado de vigília e oração ininterrupta em favor da paz social no Brasil. 

Mas a despeito do preocupante cenário social, político e econômico, enxergamos um horizonte promissor de uma nova geração que vem surgindo em nosso país composta de executivos, professores, médicos, advogados, engenheiros, historiadores, delegados, procuradores e juízes, todos trabalhando com entusiasmo e intrepidez pela consagração da ética em nosso país. Isto nos pacifica sob a expectativa decisiva de transformação dos valores morais que tem manchado esta nação dilacerada pela corrupção destruidora. 

Tal conjuntura nos envia ao último capítulo do livro A Gênese de Allan Kardec. Aí arranjamos algumas adequações para fins de comparação com a realidade supra descrita. Vislumbramos uma nova geração de brasileiros, desenfaixados dos detritos do velho sistema corrupto. Observamos pessoas mais moralizadas e possuídas de ideias e de sentimentos muito diferentes da velha geração que está sendo deportada para mundos afins. [1]

As sociedades se modificam, como já se transformaram noutras épocas, e cada transformação se distingue por uma crise moral. Contudo, nessas ebulições sociais, a fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas, inexiste fraternidade real, sem o avanço moral. Somente o progresso moral pode fazer que entre nós reinem a honestidade, a concórdia, a paz e a fraternidade. 

A velha geração (daqueles atolados nas arapucas da corrupção) que está se despedindo (da Terra) levará consigo seus erros e estragos sociais; a geração que surge, imprimirá à sociedade o progresso moral que assinalará a nova fase da evolução geral no Brasil e no mundo.

Essa fase já se revela atualmente no Brasil, em razão do conjunto de práticas revolucionárias no combate à improbidade, à imoralidade, à falcatrua através de efetivas e duras punições. Nesse contexto, os espíritas estamos sendo convocados para irradiarmos compreensão, amor e paz em favor dos cidadãos de bem, a fim de facilitar o movimento de regeneração em nosso Pais. 

Grande, é ainda o número dos ímprobos; que nada poderão contra a ética da nova geração que surge. Os desonestos irão desaparecer aos poucos, mas ainda defenderão palmo a palmo os seus obscuros interesses de poder e tramoias. 

Não nos enganemos, haverá, um embate moral inevitável, desigual da geração degradada e já envelhecida, a cair em frangalhos, contra o futuro da nova geração de seres audazes e incorruptíveis. Hoje no Brasil vemos com clareza quem é quem nesse cenário. 

Para que haja paz em nosso país, preciso é que somente a povoem espíritos bons, encarnados e desencarnados. É chegado o tempo das grandes debandadas dos que praticam o mal pelo mal. Serão excluídos, para não ocasionarem perturbação e obstáculo ao progresso. 

Após a desencarnação, muitos irão expiar em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas. A época atual é sem dúvida de transição; confundem-se os personagens das duas gerações. Assistimos à partida de uma e à chegada da outra. Têm ideias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, cabendo-lhe (nova geração) fundar a era do progresso moral. 

A nova geração se distingue por coragem, inteligência e talentos precoces, tem sentimento inato da honestidade. Já os corrompidos ainda trazem a maldade, a malícia, a mentira. Em face disso têm de ser expurgados porque são incompatíveis com o império da honradez, da fraternidade e porque o contacto com eles (os corruptos e corruptores) constituirá sempre um sofrimento para os bons. 

Quando o Brasil se achar livre dos desmoralizados, os homens de bem caminharão sem óbices para o futuro melhor. Opera-se presentemente um desses movimentos gerais dos tempos que chegaram, destinados a realizar uma higienização e remodelação moral da sociedade brasileira. 

Referência bibliográfica:

[1]            Kardec, Allan. A Gênese, cap. 18, RJ: Ed. FEB, 1977

sábado, 12 de novembro de 2016

A sexualidade ante o imperativo da educação, da disciplina e do emprego digno (Jorge Hessen)



Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
Brasília.DF

Atualmente estamos atravessando períodos instáveis na área da sexualidade e do sentimento humano. Em um artigo publicado no Mail, David Levy, autor de ‘Love and Sex With Robots’ (Amor e sexo com robôs, em tradução livre), diz: “Os robôs sexuais serão muito semelhantes aos humanos em tamanho e aparência. Eles terão órgãos genitais como os dos humanos, e será possível práticas sexuais com eles de acordo com a orientação e as preferências sexuais do dono.” “As máquinas em questão estão sendo desenvolvidas pela empresa Abyss Creations em sua fábrica na Califórnia. O preço estimado para o varejo é de U$ 15 mil (cerca de R$ 48 mil). [1]

Noticia-se horríveis casos de pedofilia, zoofilia, necrofilia, febofilia, pederastia, entre outros intermináveis tipos perversões sexuais. Atualmente há ativistas que copulam literalmente com a natureza para “salvá-la” da destruição(!...?...) Isso mesmo! Apareceu uma nova modalidade de comportamento sexual, o ecossexualismo, que está se disseminando especialmente no hemisfério Norte. 

Narram que os ecossexualistas praticam o coito com árvores. Se penduram desnudos nos galhos e arriscam chegar à descarga orgástica. Se auto-excitam debaixo de cachoeiras ou rolam no chão, ou na grama até atingirem o ápice do prazer.

Fomos informados sobre um tipo de relacionamento afetivo em regime de poliamor ou seja, os poliamantes praticam, o desejo, ou a aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos. O praticante defende a possibilidade de se estar envolvido de modo “responsável” em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com vários parceiros simultaneamente.

Existem os “relacionamentos abertos”, isto é relação afetiva “estável” (habitualmente entre duas pessoas) em que os participantes são livres para terem outros parceiros. Se for casado, se diz que é um “casamento aberto”. Parece que que, o “relacionamento aberto” e o “poliamor” não são a mesma coisa. Em termos gerais, afirma-se que "relacionamento aberto" refere-se a uma não exclusividade sexual na união, enquanto o poliamor envolve a extensão desta não exclusividade para o campo afetivo ao permitir que se criem laços emocionais exteriores à relação primordial com certa estabilidade.

Sabemos que o comportamento na área da sexualidade é essencial para o desenvolvimento individual, interpessoal e social. Também sabemos que os direitos sexuais são direitos humanos universais baseados na liberdade inerente, dignidade e igualdade para todos os seres humanos. 

Conhecemos as leis humanas e sabemos do direito à liberdade sexual, à autonomia, à integridade, à segurança do corpo, à privacidade, à igualdade, à expressão sexual, à livre associação sexual, às escolhas reprodutivas livres e responsáveis, à informação baseada no conhecimento científico, à educação, à saúde sexual. 
Não estamos aqui para lançar censuras a tais “direitos”, mas cumpre-nos lembrar e advertir que no Livro do Levítico, a Lei de Moisés constrói o estatuto referente às práticas sexuais, determinado as proibidas, as abomináveis e as impuras [2] Sem embargo, contudo, compreendemos que as Leis de Deus estão inscritas na consciência de cada um.

Sobre o tema sexualidade Emmanuel desenvolve conceitos doutrinários a fim de explicar que as teorias, ao redor do sexo, foram objeto de sensatas explicações por Kardec no Século XIX, na previsão dos choques de opinião, em matéria afetiva, que a Humanidade de agora enfrenta. O mentor de Chico Xavier sintetizou todas as divagações nas regras seguintes: Não proibição, mas educação. Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. Não indisciplina, mas controle. Não impulso livre, mas responsabilidade. Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. [3]

Portanto, sem educação, sem controle, sem disciplina, sem emprego digno, será enganar-nos, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, até porque o emprego do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um. 

Admoesta o autor de Vida e Sexo que em matéria de comportamento sexual todos nós nos achamos muito longe da meta por alcançar. Se alguém nos parece cair, sob enganos do sentimento, devemos silenciar e esperar. Se alguém se nos afigura tombar em delinquência, por desvarios do coração, devemos esperar e silenciar. [4]

Devemos calar as nossas possíveis acusações, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros. Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. [5]

Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, coloquemo-nos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as nossas tendências mais íntimas e, após verificarmos se estamos em condições de censurar alguém, escutemos, no âmago da consciência, o apelo inolvid