segunda-feira, 26 de setembro de 2016

DA RELIGIÃO À LOUCURA


Margarida Azevedo
Sintra/Portugal

Nos bancos da catequese aprendia-se que a religião não se discute. Este princípio cohabitava com outro igualmente estranho, a saber, a nossa religião é a única verdadeira.

Em termos práticos, isto significava: Deus não se põe em causa; o binómio fé e não fé eram impensáveis; dúvida e descrença eram sinónimas; proibição da leitura da Bíblia por ser miisteriosa e os seus textos não estarem ao alcance de todos; os ateus são gente do diabo; a Ciência era vista com desconfiança, donde aderir às suas inovações era tido como prática desviante da fé. Tudo era pesado numa balança tendenciosa de moral versus imoral, de tal forma que a religião pensava pelos fiéis, criava normas comportamentais verdadeiramente impraticáveis, excluindo os seus interessses pessoais. O bom crente era aquele que abdicava de si, que pensava exclusivamente no outro, ou quase, sem objectivos particulares.

Longe da felicidade, a religião era o inferno deste mundo, o pecado que mortificava o desejo de progresso, de prazer, de liberdade, que rebaixava a vida enquanto valor supremo, sacrificando-a em nome de uma panóplia de príncipios criadores de tipos psicóticos perigosos, neuroses que se sedimentaram progressivamente no inconsciente colectivo, facto que, mediante os últimos acontecimentos, prolongou-se até aos nossos dias.

Assim, verificamos, sem a necessidade de grandes reflexões, que religião e loucura têm sido sinónimas, para os racionalistas, santidade para os seus mais altos dignatários. Iludindo os povos de que em nome de Deus tudo é permitido, na defesa ideológica do grupo religioso, porque transmissor de toda a verdade, inventaram a impunidade num mundo qualquer a que cinicamente chamam reino de deus , onde crêem que vão receber a gratificação pelos seus bons serviços: a desvaloração da vida humana.

Contra a alucinação (falar em nome de outro, de um grupo, de Deus, imposição das suas próprias convicções e princípios particulares como máximas universais, em casos mais graves, cósmicas), a Razão impõe-se denunciando a estupidificação das mentes; a Tecnologia o conforto, facilitando tarefas. Os povos, inevitavelmente, foram aderindo, rendendo-se às facilidades, ao alívio da força muscular; a Medicina evoluíu, as condições de sobrevivência melhoraram com as vacinas, os antibióticos, a melhoria das condições de higiene impõs-se, veemente. Por outras palavras, o Bem cresceu pela mão da Razão, pelo livre pensamento, coisa que a Religião nunca soube fazer. A Educação, ao alcance de todos, tornou-se objecto de consumo como outra coisa qualquer.

Hoje, caminha-se para uma autonomia do Estado, face ao religioso, porque a História também amadurece, os cidadãos politizam-se, a laicização torna-se, consequentemmente, uma necesssidade imperiosa, democratizadora do religioso. A Moral, lentamente, regressou às suas origens. É anterior à Religião.

Contudo, se a Religião teimar em permanecer na intolerância, se continuar a confundir-se com a Fé, prevalecerá não como caminho para Deus, mas uma grotesca, disforme e instável presença no mundo, isto é, está a mais. Infantilizando a fé e remetendo-a para segundo plano, a Religião tem abafado a individualidade do crente na infamante tentativa de o moldar a uma autoridade fictícia, criadora de teologias da dominação, raíz de sofrimentos, de discriminação de toda a ordem, criadora de morais desfasadas, descontextualizadas, imprudentes e mesquinhas. Ou muda e adapta-se às novas vivências, ao emergente progresso do Espírito, grito incessante da procura da Luz, abandonando a omnipotência de um saber que não possui, ou tornar-se-à estéril, pueril, desnecessária porque contrária ao grande objectivo dos homens e das mulheres, a Felicidade, bem como no encontro de ambos rumo a vivências maiores. O mundo é masculino e feminino que, pela sabedoria de um Criador supremo, se atraiem mutuamente.

A Fé tem poderes e forças que a Religião jamais terá; a Fé transporta montanhas, perdoa, é inerente a todo o ser humano; a Religião é para alguns, aqueles que se lhe subjugam, fracos, acríticos; a Fé é libertadora, remete para a Divindade, a Religião desconhece os caminhos da individualidade.

Os povos crescem em valores, enfatizam-nos na complexidade histórica das épocas charneira para as suas mudanças; com tudo o que os caracteriza, fez deles lições. Por todo o lado, impõem-se os símbolos, as lutas que os envolveram. Podemos dizer que o mundo é mesmo assim? O tic-tac do relógio existêncial, que nos faz lembrar que o passado vai-se enterrando, dá novos tempos ao tempo. A Religião tem que enterrar as velharias. Já não há herdeiros e tradições porque a Democracia impõe-se como modernidade na partilha de valores em que a cidadania é o mais importante. Religião nâo pode significar colisão.

A Religião discute-se, quando desvalora a Vida, quando pretende sobrepor-se aos Direitos Humanos, desvalorando-os; quando combate a Liberdade em todos os seus aspectos; quando prega o impraticável; quando os seus representantes não dão exemplo aos fiéis. A Fé é uma graça suprema, é uma força que emana da alma e faz ter coragem para enfrentar o dia que nasce, mas ela é, principal e inevitavelmente, um sopro de Amor para com todo o ser-vivo.

Um valor supremo, porém, nos era transmitido na catequese: se Deus nos deu a vida, só Ele no-la pode tirar, porque a Vida é o Divino dentro de nós. As religiões não podem manipular a fé, rumando contra a vida. Somos todos irmãos e é como irmãos que temos que aprender a viver, num mundo que chega e sobra para todos. Quando a Religião perceber isto, confundir-se-à com a Fé, e nessa altura será outra coisa, não importa o quê porque será, com toda certeza, uma coisa muito boa.

A grande questão, a saber, o que é a salvação, vamos salvar-nos do quê, de que devemos fugir para entrar no Reino de Deus, o que é assim tão temeroso e forte que nos pode barrar a sua entrada, não é aflorado.

Todas são correntes pedagógicas, o que é de revelar, mas ensinaram mediante uma adesão cega aos seus princípios subjugadores. É louvável ensinar a ler e a escrever, se com isso se ensinar a pensar; ensinar Ciências Naturais é extraordinário, desde que seja feita a destrinça entre a Criação segundo o Génesis e a Criação segundo a Ciência; a Arca de Noé e a Evolução das Espécies; a natural extinção de espécies e o surgimento de outras; o tempo de existência da Terra, etc.; ensinar a diferença entre a explicação científica e a proclamação bíblica.

O sabe tudo religioso não pode ser um substituto do pouco saber da Ciência, que rejeita o não provado, nem o colocar de alguma questão fora do ram-ram estupificador dos bonzinhos, dos pobrezinhos e dos aleijadinhos ser uma tentação do demónio, o a riqueza fonte de vícios, o conforto luxo pecador.

Tudo isto perdurou, numa sociedade que cresce tecnologicamente a um ritmo avassalador, com a Ciência a impor a força da Razão, num ambiente de liberdade sexual, onde o prazer é partilhado e não mais a subjugação de um sexo perante o outro, numa luta sem tréguas, ainda, pela laicização do Estado, o grande cavalo de batalha das democracias ocidentais.

Se o religioso não arrepiar caminho, não abandonar a arrogância, não se empenhar na modernidade, se rejeitar que vivemos num mundo de diferentes, pluralista, multicor, iremos todos desaparecer absorvidos pela opressão, pelo terror e pelo impulso dos instintos; mas antes, porém, seremos levados, inevitavelmente, à loucura, na luta instintiva pela sobrevivência em vez de na procura da santidade na prática virtuosa do Bem. Somos todos hindus, muçulmanos, judeus e cristãos. Ora nascemos num lado, ora no outro do planeta, porque a Fé é transversal a todos. Se a Religião não começar a ensinar a amar, e rapidamente, estaremos perdidos. Que Deus tenha piedade de nós. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Algumas semelhanças entre momentos atuais da FEB e fatos de sua história ocorridos há cerca de 100 anos - Jorge Hessen




A expressão historia magistra vitae est é uma expressão latina cuja origem é atribuída a Cícero (106-43 a.C), político e cônsul na Roma Antiga, sugerindo que a “história é a mestra da vida”, isto é, transmitindo a ideia de que o estudo do passado deve servir de lição para o futuro. Nesse sentido, diante dos fatos ocorridos na Federação Espírita Brasileira, desde março de 2015 até o presente, relembra-se aqui alguns episódios transcorridos na mesma instituição, há cerca de um século atrás. A partir dessa noção de que a “história é a mestra da vida”, acredita-se que os fatos ocorridos na gestão de Leopoldo Cirne (1870-1841), entre 1900 e 1913, assim como os momentos que se seguiram à sua não reeleição em 1913, possam fornecer elementos para reflexão dos espíritas, neste momento sério e complicado do movimento espírita no Brasil.
Para sintetizar alguns aspectos ligados à figura de Leopoldo Cirne, enquanto trabalhador espírita vinculado à FEB, optou-se por transcrever trechos constantes na Wikipédia:

Tornou-se espírita no Rio de Janeiro, em 1894, filiando-se à Federação Espírita Brasileira (FEB). Naquela instituição conheceu Bezerra de Menezes, tendo sido um dos que instaram a que o referido Bezerra assumisse a presidência da FEB. [...] Em 1897 Cirne compreendeu que a união do movimento espírita deveria estar acima de partidos. No ano seguinte (1898) tornou-se vice-presidente da FEB, vindo a assumir a presidência em 1900, com o falecimento de Bezerra de Menezes.
Em 1902 renovou os seus estatutos, instituindo o estudo das obras completas de Allan Kardec como referência básica daquela instituição, e tendo o cuidado de retirar daquele diploma a paridade que Roustaing tinha com Kardec nos estatutos anteriores. Embora Cirne fosse "roustaingista", acreditava que a divulgação desses conceitos na FEB era motivo de cisão no Movimento Espírita brasileiro. Esta atitude causou desagrado em alguns membros da FEB.
Em 1904 promoveu o I Congresso Espírita, em homenagem ao centenário do nascimento de Kardec, tendo contado com a participação de mais de 2000 pessoas. [...] Ainda em sua gestão, iniciou-se a construção de uma sede própria para a FEB, inaugurada em 10 de dezembro de 1911.
Cirne se esforçou para implantar a “Escola de Médiuns” na FEB. Esta visava a educação da mediunidade, através do estudo sistematizado de “O Livro dos Médiuns”, uma vez que, até então, os médiuns em geral não possuíam conhecimentos doutrinários. Cirne procurava assim atender a mensagem que Kardec havia enviado em 1889 aos espíritas brasileiros, onde esse pedido era formulado. Foi, entretanto, incompreendido à época, uma vez que os médiuns da FEB não foram receptivos ao projeto da escola. Por esse motivo, e ainda diante da resistência do setor de "Assistência aos Necessitados" da casa, que não concordavam com as inovações propostas, Cirne perdeu a eleição para a presidência em 1913, retirando-se da instituição.
À época, o seu afastamento voluntário da FEB foi objeto de críticas entre os espíritas, uma vez que Cirne havia sido discípulo de Bezerra de Menezes e que apenas desejava implementar as orientações de Kardec ao movimento espírita brasileiro.
Os anos seguintes foram, entretanto, muito produtivos para Cirne [...]. Em 1935, veio a público o polêmico “Anticristo, Senhor do Mundo”, obra em que Cirne, como um estudioso e crítico do movimento espírita no país, declara que “influências maléficas” se apossaram do Movimento Espírita. A sua análise é impiedosa, rigorosa e plenamente demonstrada por fatos. O subtítulo da obra – “O espiritismo em falência” –, revela que Cirne no final de sua vida, considerava o Movimento Espírita desviado de seus princípios originais. Essa visão apoiava-se na percepção das fragilidades da liderança da FEB, da escassez de bons médiuns no movimento, na fraca qualidade dos estudos nos centros espíritas, e na falta de implantação da Escola de Médiuns, passados 46 anos da recomendação de Kardec.

Conforme explicou o Espírito Erasto, no item 10 do capítulo XXI de O Evangelho segundo o Espiritismo:

Os falsos profetas não se encontram unicamente entre os encarnados. Há-os também, e em muito maior número, entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe de través seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os aceitem. E, para melhor fascinarem aqueles a quem desejam iludir, para darem mais peso às suas teorias, se apropriam sem escrúpulo de nomes que só com muito respeito os homens pronunciam.
São eles que espalham o fermento dos antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria para os desmascarar, pois, procedendo assim, são os primeiros a dar o mais formal desmentido às suas pretensões.Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseiro embuste.


Sob essa perspectiva, seguem abaixo, algumas páginas (p. 255-278) da obra “Anticristo, Senhor do Mundo: o Espiritismo em falência – a obra cristã e o poder das trevas”, nas quais Leopoldo Cirne relatou a sua experiência, desde o momento em que assumiu a presidência da FEB, em função do desencarne de Bezerra de Menezes, em 1900, assim como os momentos que se seguiram à sua saída da presidência dessa instituição.



























terça-feira, 20 de setembro de 2016

KARDEC E OS “PRESENTES DE GREGOS” AMEAÇADORES (Jorge Hessen)


Jorge Hessen
Brasília-DF

Há muitas admissões inaceitáveis no Movimento Espírita Brasileiro em torno de questões como roustanguismo (este o mais ameaçador), ubaldismos, ramatisismos, “datas limites”e tantos outros assuntos, infiltrados em nossos meios como verdadeiros presentes de grego ou “Cavalos de Troia”, visando despedaçar Kardec no Brasil.

Promovem-se, nas tribunas, certos shows personalíssimos protagonizados por “ilustres” oradores, alguns “doutores” que sequer abrem mão da arrogante distinção do “Dr”. antes dos próprios nomes. Outros se arremessam nos trabalhos assistencialistas, visando galgarem espaços no teatro da política partidária.

Os Bons Espíritos nos recomendam resguardar os ensinamentos de Allan Kardec, seja pelo exemplo diário da fraternidade, seja pelo bom ânimo do debate superior. É imprescindível que preservemos os princípios doutrinários com simplicidade (sem falsas modéstias) e dedicação (sem afetação), sem inflexibilidade, sem radicalismos, mas também sem consentimentos contraditórios.

Muitos leitores têm escrito para mim, insistindo na pergunta se apometria é Espiritismo. Informo-lhes, frequentemente, que a teoria e a prática da técnica apométrica (e suas regras) estão em pleno desacordo com os princípios doutrinários codificados por Allan Kardec. Desta forma, não basta se afirmar "espírita", nem, tampouco, se dizer "médium de qualidade", se essa prática não for exercida conforme preceitua a Codificação Espírita.

Por subidas razões, devemos estar atentos às impertinências desses ideólogos, dos propagadores das terapias inócuas, que pensam revolucionar o mundo da "cura espiritual". Até porque, a cura das obsessões não se consegue por um simples toque de mágica, de uma hora para outra, mas é, quase sempre, a longo prazo, não tão rápida como se imagina, dependendo de vários fatores, principalmente, da renovação íntima do obsedado.

Como se não bastasse, ainda, me indagam sempre sobre uma tal "desobsessão por corrente magnética". Isso mesmo! Desobsessão!!! Explico que a teoria e a prática de tal técnica (e suas normas) estão em total discrepância com os princípios Espíritas. O uso de energia para afastar obsessores, sem a necessária transformação moral (reforma íntima), indispensável à libertação real dos envolvidos nos dramas obsessivos, contradiz os princípios básicos do Espiritismo, pois, o simples “afastamento” dos obsessores não resolve a obsessão.

Historicamente o Cristianismo, com a pureza do Evangelho e a simplicidade da organização funcional dos primeiros núcleos cristãos, foi conquistando lenta e seguramente a sociedade de sua época. Porém, com o decorrer do tempo, sofreu uma expressiva deterioração ideológica. Corrompeu-se, por força das práticas indesejáveis ao plano de Jesus.

Atualmente, apesar das advertências dos Benfeitores e do próprio Kardec, quanto aos períodos históricos e tendências do movimento, os espíritas (titubeantes) insistem em cometer os mesmos erros do passado. Confrades nossos, não conseguindo se adaptar ao Espiritismo, e, conseqüentemente, não compreendendo e não vivenciando suas verdades, vão, aos poucos, adaptando o Espiritismo às suas alucinações, aos seus desvios morais, adulterando os textos das Obras Básicas, trazendo, para os centros espíritas, práticas inúteis consoante suas prioridades místicas.

Falta-lhes, no mínimo, o estudo sério da Codificação Rivailina. Tudo isso é reflexo natural da invigilância febiana que colocou Roustaing em primeiro plano e Kardec como coadjuvante e sempre preterido na pelas ilusões do roustanguismo.

Sobre esse fato, recomendo leitura do surpreendente livro “Consciência Espírita” de autoria de Gélio Lacerda da Silva, ex-presidente da Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, conforme pode ser conferido através do link http://leitoresdojorgehessen.blogspot.com.br/2016/09/conscientizacao-espirita-feb.html .

Mas como consertar esse processo? Como (re)agir, ante os espíritas  mal orientados, com dirigentes e federativas irresolutas, com fanatismos roustanguistas, médiuns obsidiados? Enfim, como atuar, diante dos espíritas indecisos e sediciosos? Seria interessante a prática do "lavo as mãos" ou a retórica do "laissez faire", "laissez aller", "laissez passer"? Devemos deixar que os próprios grupos espíritas usem e abusem do livre arbítrio para, por fim, aprenderem a fazer escolhas corretas e adequadas às suas necessidades?

Não nos esqueçamos de que os inimigos, em potencial, do Espiritismo estão disfarçados entre os próprios espíritas. Identificamos como o mais perigoso “Cavalo de Troia” no M.E.B. os Quatro Evangelhos de J.B. Roustaing. O Espiritismo deve ser divulgado conforme foi apresentado por Allan Kardec, sem adaptações nem acomodações de conveniência em vãs tentativas de conseguir-se adeptos.

É a Doutrina que se fundamenta na razão, e, por isso mesmo, não se compadece com as extravagâncias daqueles que, por meio sub-reptício, em tentando fazer impor seus misticismos acabam por macular a pureza originária da nossa Doutrina Espírita.


Criar desvios doutrinários, atraindo incautos e ignorantes, causa, sem dúvida, perturbações que poderiam, indubitavelmente, ser evitadas, se houvesse, por parte dos dirigentes, maior rigor na direção dos estudos das obras codificadas por Allan Kardec , mormente os trabalhos das federativas se movimentassem nesse sentido. Qualquer enxerto, por mais delicado se apresente para ser aceito, fere-lhe a integridade porque ele [o Espiritismo] é um bloco monolítico, que não dispõe de espaço para adaptações, nem acréscimos que difiram da sua estrutura básica.